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quarta-feira, 11 de abril de 2012

MEDICINA TRADICIONAL CHINESA E SUA ABRANGÊNCIA

A MTC – Medicina Tradicional Chinesa – é antes de tudo uma Tradição milenar que se espalhou pelo mundo com a abertura da China e hoje é amplamente difundida e praticada pelo mundo.

            São instrumentos da MTC: o martelo de sete pontas, as ventosas, a moxa, a acupuntura, as agulhas da MTC (que são diferentes e tem no seu formato a representação de sua filosofia), as agulhas triangulares, o Qi Gong. Mas aqui não vou falar sobre as ferramentas nem das técnicas utilizadas, mas sim das instruções e VIVÊNCIAS que a Tradição possibilita para os estudantes de MTC.

            Uma das primeiras instruções que temos nas aulas de MTC e que se deve entender é que o terapeuta é apenas um MEDIADOR e um INSTRUMENTO e não o próprio agente da cura. Um mediador precisa ser treinado (entre tantas outras técnicas) a estar centrado e em equilíbrio, com a mente serena, silenciosa, tranquila. Deve praticar a conexão com o Plano Celeste, Plano Terrestre e o Plano Humano. A prática de Qi Gong (se pronuncia ti cun) e a Meditação da Órbita Microcósmica são vivências que nos trazem de volta ao nosso devido lugar: centrados e em harmonia, sentindo fazer parte do TODO, fundidos ao Plano Celeste, Terrestre e Humano de forma humilde, em interconexão. Por isso é que se pratica MTC descalço (no máximo com meias), porque como mediadores precisamos estar ancorados na Terra enquanto mantemos a conexão com o Celeste. As práticas citadas acima nos ensinam a nos centrar e captar estas energias, ampliá-las e usá-las para nos reforçar e manter nossa saúde enquanto nos prepara para atendermos os pacientes.

            Na MTC durante todo o trabalho terapêutico a quietude mental e a serenidade mental são imprescindíveis para que haja a ENTREGA INCONDICIONAL ao momento (tal terapeuta é treinado para estar 100% presente). O terapeuta define a INTENÇÃO do trabalho que vai realizar: saber o que vai fazer e para que. A intenção é pré-definida para que a entrega possa ser mantida durante todo o atendimento e para que a intenção seja comunicada aos planos que nos assistem. É interessante verificar que as Tradições Antigas davam ênfase para a COMUNICAÇÃO DA INTENÇÃO, que deveria ser enviado ao Plano Celeste para que este pudesse intervir.  Assim os índios norte americanos acendiam a fogueira ritual para enviar o “sinal de fumaça” ao Plano Celeste. Como se pode pedir assistência se não se sabe, não se identifica ou não se comunica a intenção?

            1° Vivenciamos e somos treinados a nos centrar, mantendo a quietude e serenidade;

            2º somos treinados na entrega incondicional ao trabalho proposto;         

            3° aprendemos a definir a intenção do trabalho de cura e a pedir a assistência dos três planos;

            4° aprendemos sobre as melhores técnicas e ferramentas que a MTC nos colaca a disposição para cada caso;

            5° aprendemos a manter a fé e a paciência independente dos resultados. Porque em MTC se leva em consideração o MERECIMENTO e com isto não nos referimos ao que “achamos que merecemos”, mas sim do que a Providência considere que mereçamos. Em MTC o paciente também deve fazer a sua parte para ter este merecimento: também deve se entregar incondicionalmente ao tratamento; deve interagir ativamente no processo cuidando da alimentação que deve ser equilibrada; evitando os elementos do entorno que lhe afetam negativamente (pessoas, ambientes, situações estressantes e desgastantes, etc.); deve se “alimentar” psíquica e emocionalmente de forma positiva (evitar emoções, pensamentos e atitudes negativas); procurar alimentar sua alma com leitura e entretenimentos construtivos e de conteúdo; procurar quebrar com rotinas maçantes e ambientes hostis, etc. Isto é, deve seguir a premissa “Mereço apenas o melhor” e AGIR DE ACORDO; preferencialmente agindo para merecer a assistência solicitada.

            A MTC é uma Tradição, é o mais antigo. Tão antiga que tem sua origem perdida num tempo considerado “mitológico” e tem suas bases fundamentadas nos lendários Imperadores Celestes: o Imperador Vermelho Shen Nong, o Imperador Amarelo Huang Di, o Imperador Branco Fu Shi; cada qual responsável por um legado inestimável à espécie humana (mas este já é outro assunto). Este é o trabalho básico do primeiro ano de estudo da MTC feito paralelamente ao estudo sistemático da filosofia da Medicina Chinesa, do estudo dos canais, órgãos e vísceras, das ferramentas, da avaliação energética funcional do paciente; do estudo das ferramentas, da anatomia, etc. E um estudante de MTC não pega em agulhas entes do primeiro ano de estudo e quando o faz é sob supervisão dos seus Mestres. É um estudo amplo, complexo e fascinante que nos coloca num contexto de maior responsabilidade por nós, nossas atitudes diárias e nosso diálogo com o ambiente e os planos que nos rodeiam. Acima de tudo é um estudo que faz nosso ego se esfacelar diante de nossa pequenez frente à complexidade de nossa natureza, de nosso corpo e seu funcionamento e do mundo em que vivemos. É um estudo que ao mesmo tempo nos “enraíza”, nos coloca em conexão e fazendo parte efetiva da Natureza e com a Mãe Terra enquanto nos eleva ao nos colocar em humilde pedido de assistência ao Plano Celeste (do qual também fazemos parte porque nosso corpo nos é emprestado da Mãe Terra e nossa essência imortal é do Céu). Lembra-nos e nos traz a vivência de sermos todos Mediadores entre essas duas realidades.

Luciana Paula da Silva estudante de MTC.